Assistindo ao fraquinho filme "A Rede Social", que conta a história de como surgiu o facebook, essa ferramenta maravilhosa, que me encanta e me amedronta. Antes de mais nada, eu reafirmo meu amor e vício a essa rede social infinita, minha grande sala de estar onde recebo meus amigos e faço novos. sábado, 30 de abril de 2011
I LOVE YOU FACEBOOK
Assistindo ao fraquinho filme "A Rede Social", que conta a história de como surgiu o facebook, essa ferramenta maravilhosa, que me encanta e me amedronta. Antes de mais nada, eu reafirmo meu amor e vício a essa rede social infinita, minha grande sala de estar onde recebo meus amigos e faço novos. Passado, presente ou futuro?
ESPIRITISMO X BUDISMO
GOD SAVES THE LOVERS!

sexta-feira, 29 de abril de 2011
Entre perdas e pedras
Perdas são como pedras.
Duras, pesadas, mas necessárias.
A perda chega a ser como a alegria quando você se acostuma.
Perdas pesam no bolso e na alma
Perdi tantas coisas.
Perdi chão.
Perdi a fé nas pessoas.
Perdi a fé em mim.
Deus parece uma criatura distante e apavorante.
Perdi minha mãe, amigos verdadeiros e uma cidade.
Mas me lembro o quão é irrisória a minha dor perto da dor de quem perde tudo.
Meu mundo desabou, soterrou e foi levado por uma enxurrada.
Perdi tudo.
Perdi você e a mim.
E assim me acostumando cada vez mais perco a pouca lucidez que ainda me resta.
E deixo pedras pelo caminho para quem sabe encontrar o caminho de volta.
Uma prece
No começo, nada havia.
Dizem que houve uma grande explosão.
Eu nada vi.
Vieram os deuses para tudo controlar.
Deuses protetores, deuses destruidores, desses humanos.
Depois veio só um Deus, infinito como a explosão.
Hoje são milhares criados à Imagem e semelhança.
Aparecem e desaparecem a cada segundo.
Muitos não resistem ao tempo e sucumbem.
Outros amarguram vidas miseráveis.
Alguns conformam-se, outros se embriagam.
Poucos desses deuses carregam ágatas e coragem.
Lutam em meio colapso e caos.
Flexíveis mas resistentes como o junco, não desistem.
Assim é o mundo, esse recomeço pós explosão.
Uma luta constante de opostos, equilibrada por um fio.
Os que se importam e os que nada querem.
Deus dentro de cada um, vai na direção do vento, mas não nos abandona.
E como uma borboleta, que transforma-se e renasce, pousa em meu jardim.
Cuidar dele é ter coragem de resistir e se importar para que pousem as borboletas, abelhas e joaninhas.
Do nada, da explosão, surgiu muita coisa.
E vai continuar surgindo
enquanto houver papel, caneta e poesia.
E lá onde meu Deus canta, ou meus deuses, não importa.
A FÊNIX E AS ANDORINHAS

CONSTANTE EVOLUÇÃO

"Porque nossa glória é esta: o testemunho de nossa consciência". Paulo (II Coríntios, 1: 12)
Prazer, sou Tiago Mentor. Esse não é meu primeiro blog, nem deve ser o último, pela minhas contas, deve ser o quarto ou quinto. Nunca deletei os anteriores, mas acho essa de sumir e atualizar anos depois o fim da picada. Blog é coisa séria. Blog necessita de continuidade. Este é um momento de recomeço e de reaprendizado. Tenho aprendido muito nos últimos dias, muito mais que em anos e resolvi compartilhar esse proceso. Motivado pelo sofrimento, no entanto, entendi o que ele representava e foi ele mesmo quem me deu as forças para escapar. Não tanto quanto eu queria, mas já é alguma coisa. Graças a dor, aos anti depressivos e muito kardecismo eu sou uma pessoa melhor. E quer saber? A sensação é fantástica. Por isso, agora, esse novo blog para dialogar com outras tribos e fugir do lugar comum, e, principalmente, deixar o testemunho da minha consciência. Sem moralismo, sem seguidores, sem amigos compartilhativos de redes sociais esse espaço, por enquanto, é só meu. E agora você cjegou até aqui. E aí? Me acompanha nessa viagem?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
MODA OUTONO/INVERNO 2009 Hemisfério Norte
E para a moda outono/inverno 2009 prepare-se para a invasão de peças mais estruturadas (vestidos e casacos) e calças mais largas, assim como na alfaiataria, uma tendência bem forte. O estilo étnico continua em alta, assim como o country chic e o geométrico (Louis Vuitton). Ombros e quadris serão as partes mais valorizadas nessa estação. A Semana de Moda de Paris abusou do pink, do caramelo (Nina Ricci), do marrom e do dourado (Chanel) e trouxe poucas estampas e muita alfaiataria. Já a Semana de Moda de Milão trouxe um show de peles, couros e muita elegância. Golas altas (Prada) e uma atitude super rock n’ roll (Fendi) foram algumas das sensações, como o estilo folk (Gucci) ou o hippie (Cavalli). A tendência do inverno é super 70’s e os ecologistas chiarão, com certeza. Mas com o frio que fez no Hemisfério Norte só mesmo as peles para suportar. O bom é que muitas dessas peles são sintéticas. E o planeta agradece.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
NOSSA VELHA E RECAUCHUTADA LÍNGUA PORTUGUESA
Sim, o bom e velho português está espalhado pelo mundo e mesmo em tempos de globalização não vai perder regionalismos e sotaques que continuam iguais e fazem à diferença dos falantes da língua de Camões. A língua está ligada a uma série de fatores, mas está diretamente conectada com o nosso pensamento e expressão. É, sem dúvida alguma, a ligação mais íntima com a nossa ancestralidade coletiva e ao mesmo tempo, representa as mudanças e transformações dos novos tempos que cria novos verbetes constantemente. A língua está em movimento desde a Pré-História e vai continuar se transformando em cada lugar, em cada sertão, cada morro, cada deserto por onde passa e diz muito sobre o que somos e o que pensamos. Nossa pátria é nossa língua.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Os 100 anos de Silva
Embora ainda desconhecido do grande público, mas aclamado nos meios artísticos e intelectuais, José Antônio da Silva, ou o simplesmente o ‘Silva’, deixou sua marca na História da Arte e completa seu primeiro centenário, em 12 de março de 2009. Nascido em Sales de Oliveira veio para Rio Preto muito jovem e tornou-se o pintor naïf mais importante do Brasil, com obras espalhadas pelo país e pelo mundo. Silva era autodidata, trabalhou na roça, foi faxineiro e mesmo apenas semialfabetizado chegou a escrever vários livros. O estilo que Silva soube incorporar como nem um outro brasileiro era o primitivismo, ou na versão internacional, naïf, um gênero bem peculiar, onde os artistas, com pouquíssimo conhecimento técnico e certa ingenuidade artística puderam se expressar. A palavra naïf em francês significa ingênuo ou simples, mas nem por isso as obras desses artistas teriam um valor artístico menor. Henri Rousseau (1844-1910) foi um dos primeiros gênios desse movimento de total negação do academicismo tão em voga no final do século XIX quando explodiram os movimentos de vanguarda em toda Europa.Hoje, as obras do genial Silva (sim, ele fazia questão de ser chamado de gênio) podem ser encontradas em três espaços: no Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva, que fica no terceiro andar da Biblioteca Municipal e guarda mais de 60 telas (algumas das mais famosas) e mais objetos históricos e uma exposição permanente sobre o pintor. O Museu de Arte Naïf além de um acervo de pintores primitivistas da cidade guarda nas paredes 15 painéis originais de Silva, recentemente restaurados. Por fim, o lado místico e religioso pode ser encontrado nas 18 telas que compõem a Via Sacra pintada pelo artista na Igreja da Redentora. Um verdadeiro tesouro escondido bem debaixo de nossos olhos pronto para ser decifrado. É tempo de Silva.
segunda-feira, 9 de março de 2009
De repente 30? Parte 1

Tinha uma fase da minha vida em que viver a noite, como dizíamos, era a coisa mais importante. Era algo para fazer de segunda a segunda, não importava o quê. A Vida era uma eterna festa e o que realmente importava era aproveitar, a noite, os amigos, enfim, toda a balada. Uma vida sem grandes preocupações, embora o que vestir sempre foi um grande preocupação ou aonde ir era o básico para uma noite inesquecível. Uma vida festiva, etílica e colorida. Mas derepente você passa a se sentir diferente. Primeiros são os amigos que vão mudando, depois as responsabilidades da vida vão chegando e quando você vê, percebe que deixou aquela fase toda alegre par trás. É duro ter que encarar a vida adulta em um primeiro momento, tanto que muitos atrasam o relógio biológico e tornam-se ridículos fantasiados de adolescentes tardios. Não que eu acho que devemos endurescer, mas precisamos aceitar as verdades da vida, sem medo. Abandonar a vida não significa, no entanto, se tornar outra pessoa. É a questão do amadurecimento. Não temos como fugir dele e quanto mais fugimos, mais sofremos no futuro. Afinal, tudo muda no mundo o tempo todo até nossas cabeças. Será? E aquela criança que fomos um dia, vive ainda em algum lugar? Será? (tem continuação)
quarta-feira, 4 de março de 2009
De volta das Férias

Dizem, que para o brasileiro, o ano só começa depois do Carnaval. Nunca acreditei nessa verdade, embora cada vez eu esteja tendo certeza que isso é real. Para mim o ano começava no Reveillón, com todos os rituais a que tinha direito, uvas, cueca branca, sete ondas... Depois de um ano atípico como o ano passado sabático em que passei os primeiros quatro meses do ano na Europa comecei a perceber qual era a real. Porque lá fora, sem tantos feriados e muito menos sem carnaval pude perceber as enormes diferenças entre nossa cultura brasileira miscigenada e a cultura européia. Não que não gostemos de trabalhar e tal, mas é que temos um dom nato para festejar. Festas e feriados são conosco mesmo, não há dúvida. Só para se ter uma ideia, na Holanda, onde morei, existem apenas 4 feriados (quatro!) e a própria Semana Santa é meio confusa para nós. Eles na verdade não trabalham na segunda, depois da Páscoa. Vai entender? Sem qualquer resquício de carnavla ano passado meu ano engatou bem rápido. Ao voltar ao Brasil emendei dois empregos como coordenador de produção, um no maior festival de teatro do Estado e outro em campanha para prefeito. Foram 6 meses de trabalho intenso, stress e muita coisa legal que aconteceu. Depois disso tudo merecia umas férias. Com a crise mundial rondando solta eu decidi relaxar. Foram 4 meses de férias. Mas não pense você que férias para mim significa não fazer nada. Embarcquei no mais gostoso ócio criativo e nesse período pude fazer várias coisas que tinha deixado para trás, reativei esse blog, entreguei-me a todos os tipos de fofoca e assuntos gerais, dirigi uns filminhos e escrevi uma peça. Acha pouco? Pois saiba que eu me diverti bastante. E quando estava começando a bater a depressão de não fazer nada eu voltei para ativa. Devagar, para não estressar demais e já pensando nas próximas férias. Trabalhar é bom sim, mas poder fazer o que der na telha é melhor ainda. Mas isso é coisa de adolescente, faixa etária que eu deixei faz tempo. É hora de correr atrás. Acabou o carnaval, agora é dureza, pelo menos até a Semana Santa. Ai, como amamos os feriados! No entanto, parafraseando o poeta: Agora, trabalhar é preciso!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Ser zen...
É deixar os pensamentos viajarem na velocidade do tempo.
É esquecer de tudo.
É acordar de um pesadelo e sentir-se vivo.
Zen é bem.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
E DEUS CRIOU A RESSACA!
Tudo roda, ninguém raciona direito, você fala bosta, briga com todo mundo e ainda tem que aturar as pessoas (ou elas a você!). Não há programa mais broxante, pode apostar. Mas, acreditando que existe uma salvação para esse problema, quero dividir minha experiência em minimizar esses efeitos desastrosos. No entanto, quero deixar bem claro que não me considero alcoólatra, sou apenas daqueles que bebem socialmente, juro. Fico meses sem botar uma gota de álcool na boca, mas quando quero beber, bebo bem. Portanto, essas dicas são para o time que bebe socialmente (ou o mais próximo disso). Se você tem problemas reais com alcoolismo procure o AA.
REGRAS BÁSICAS:
Procure consumir bebida de qualidade (Mas quem consegue beber coisa boa nesses open bares da vida?).
Não misture, nem sob tortura, destilados com fermentados.
Não beba de estômago vazio e nem de estômago muito cheio.
Alterne seus drinks com copos d’água.
Não beba na véspera de algo muito importante.
Beba com moderação.
AO CHEGAR EM CASA:
Por mais bêbado que você esteja, antes de deitar, deve-se ingerir um pouco de glicose e beber muita água ou leite. Alguns tomam engov, outros tomam xantinon com neozaldina, tem até quem apele para o natural e amargo boldo. Depois de anos de porres sucessivos, cada um desenvolve sua receita. Eu tenho a minha, mas não sou nem louco de medicar alguém. O difícil, mesmo, é chegar e encontrar os malditos comprimidos depois de ter bebido além da conta. Tem gente que nem chega em casa.
ESCONDA-SE DO MUNDO:
Esqueça de tudo. Leve muita água para o quarto, que deve estar o mais escuro possível. Tire o telefone do gancho e desligue o celular. Ligue o ar-condicionado e suma debaixo do edredom. Fique na cama o dia inteiro, ou pelo menos, até escurecer de novo. Esse dia deve ser conhecido, por você, como o “dia do Silêncio”.
H2O NA VEIA:
Muita água no day after. O álcool nos deixa completamente desidratados. Coca-Cola gelada também é bem-vinda. Palavras como vodka, vinho ou whisky não podem nem ser pronunciadas na sua frente, sob pena de fuzilamento. Falando em água, tome banhos bem demorados. Se tiver banheira, melhor ainda.
ALIMENTAÇÃO:
O estrago já está feito, no entanto, pode-se piorá-lo. Comer, embora, nesse estado, pareça impossível, é necessário. O ideal é uma dieta rica em proteínas e glicose, para repor o que foi perdido ontem e dar um up grad rápido. Evite gordura, afinal, seu fígado já está detonado demais.
AMNÉSIA ALCÓOLICA?
É real ou é desculpa de bêbado? Não se sabe ao certo, mas que alguns detalhes da noite anterior podem ficar confusos, isso pode. Muito álcool é sinal de besteira na certa. Se você tem dúvidas sobre o que você fez ‘alto’, consulte alguém de confiança. E rompa, totalmente, relações com quem tentar te reprimir por ter bebido demais (o problema e a ressaca são seus!).
RESSACA MORAL:
Eu não esqueço, jamais, o que eu fiz bêbado, embora, muitas vezes, eu quis, amargamente, esquecer. A solidão que acompanha uma ressaca é terrível e junto com ela, vem uma série de julgamentos que nós fazemos. Ficar mal, emocionalmente, no dia seguinte de uma balada, é normal, mas péssimo. Se você tiver aprontando todas então, aí vira calamidade pública. Se tiver que se desculpar com alguém faça o mais rápido possível. E perdoe seus amigos que estavam bêbados ontem. Afinal, álcool é foda. Mas o importante é não deixar que a ‘marvada’ pinga atrapalhe sua vida e seus relacionamentos. Não transforme diversão em depressão.
NEM PRECISAVA DIZER, MAS:
Leve consigo, sempre, bala ou chiclete. Ninguém é obrigado a sentir a cheiro da cana.
Se beber, por favor, não dirija. É perigoso e envolve, não só a sua, mas, outras vidas.
Mesmo bêbado, camisinha!
Pena que eu não tenha moral nenhuma para falar desse assunto. Minha última ressaca, a de sábado passado, me dói até hoje. Fico pensando, se com o tempo nos tornamos resistentes ao álcool ou não. Juro que não sei a resposta, mas infelizmente, acho que as ressacas vão piorando com o tempo. Eu, por exemplo, demoro quase o dia todo para me recuperar (às vezes, dois!). E toda vez eu juro que nunca mais, mas tudo se repete e eu nem vejo. Boto meu melhor modelo e saio no meio do furacão outra vez. E parece que não aprendo. Chego em casa destroçado, mas sobrevivo.
QUEM É VOCÊ NA NOITE (texto escrito para In Beat 2006)
QUEM É VOCÊ NA NOITE?
Por Tiago Mentor
Pode até parecer uma pergunta fácil, afinal, todos somos alguém, mas, em se tratando da ‘noite’ tudo parece mudar. A noite, e ‘suas criaturas’ assim dizendo, tem seus próprios códigos e é inegavelmente muito mais fascinante que o dia. Ser alguém, na noite, é uma tarefa que requer disposição, ousadia e até uma dose de paciência. Mas para algumas pessoas, vale a pena.
Se existe uma fórmula rápida e certeira para chegar lá eu não conheço. Vivi e vi muita coisa nesses mais de 10 anos de ‘night’ e só posso afirmar que mais rápido que ser alguém, na noite, é só deixar de ser. Tudo passa muito rápido, quase como um filme. Então, se você pretende se candidatar ao título de “Rainha do Baile” e não dispõe de uma boa fada-madrinha, preste atenção nos meus conselhos e aproveite enquanto é tempo. Mas, só para provocar, eu confesso: não há sensação melhor que a de ser hypado na noite. E me perdoem os pobres mortais mas ser celebridade, na noite, é fundamental. Okay, vamos lá:
Tenha amizade com as pessoas certas. Se não amizade, pelo menos, conheça. Cumprimente sempre que possível. E quem são as pessoas certas? Muitas. É só olhar ao seu redor e irá notá-las (elas sempre destacam da maioria). Bajule-as muito. Até porque, elas são as portas de entrada para o mundinho. E não esqueça de ser simpático também com aqueles que estão trabalhando na noite, seja a hostess, o barman ou os seguranças (Jamais dê em cima de um segurança!).
Ao chegar em um lugar, dê uma volta. Paquere bastante. Circule, fale com as pessoas e deixe a festa acontecer. Deixe para sentar e ficar comentando a vida alheia para o fim da noite.
Beleza ajuda muito. Não há quem resista a um rosto perfeito ou um corpo sarado, não é verdade? Mas, como tudo na vida, é sempre preciso mais. Um pouco de inteligência é bem-vinda também. Mas o que importa, nessa hora, é o tal do charme. E charme, cada um tem o seu, não dá para falar muito. Descubra seu ponto forte, tenha um ótimo cabeleireiro e arrase.
Algumas pessoas têm o dom de inventarem modas. Ficam bem de lenço na cabeça. Usam dourado e arrasam. Abusam das estampas. Enfim, arrasam sempre. Mas, para isso, é preciso muita atitude e coragem. De que adianta o look incrível se você não tem carão para sustentá-lo? Se você não entende nada de moda, seja básico.
Estilo é a necessidade mais básica de sobrevivência na noite. Se você ainda não tem, descubra o seu voando. E estilo é aquela história: ou você tem, ou você copia. E para quem gosta de copiar, todo cuidado! Nem tudo que fica bem nos outros pode cair bem em você.
Usar roupas de grife é o máximo, mas colocar a etiqueta da peça acima de tudo é burrice. Afinal, você não é a sua calça da Diesel, é? Não seja louco por marcas, mas seja obcecado por estilo.
Tenha um diferencial, algo em você precisa chamar a atenção das pessoas. Seja o visual, seja seu jeito estranho de dançar ou seja um aspecto da sua personalidade (cleptomania jamais!).
Esteja informado de todos os eventos importantes que vão acontecer, de coquetéis de lançamento a inaugurações de novos lugares. Saiba de todas as festas. Tire muitas fotos. Mostre-se.
Todo mundo bebe. Mas ser conhecida com a nova Heleninha Roitman não é bom para a imagem de ninguém. O mesmo serve para as drogas.
Só tire a camisa na pista se o seu corpo estiver absolutamente fabuloso e você estiver morrendo de calor e derretendo de suor. Mesmo assim, evite.
Namorar as pessoas certas, também, pode ser essencial na sobrevivência noturna, mas é assunto muito longo e delicado. Fica para um próximo texto.
Seja amigo dos fofoqueiros, ou pelo menos, tente. Essa raça é fogo, mas é pro seu próprio bem...
E depois de muitas noitadas seguidas suma um pouco. Tire umas férias da balada e faça outros programas. Invente um ótimo motivo para o seu sumiço (Marrakesh, talvez?!) e arrase na volta triunfal. Isso é ótimo para imagens desgastadas.
Como eu disse anteriormente, não é nada fácil. Mas, para alguém se destacar no grupo é preciso abrir mão de muita coisa: sossego, discrição, opinião. Mas em compensação esse mundinho, feroz, vai se abrir completamente para você e, quem sabe, você não seja a próxima new face badalada do momento? Você aumentará, significantemente, suas amizades, mas será invejado e odiado. Sua lista de inimigos vai crescer a cada dia e você nunca mais terá paz. Ou melhor, até passar a tua onda. Alguns seguram um tempo mais, outros menos. Mas ela, um dia vai passar. E aí, enfim, você vai curtir a noite como nunca. Juro.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Apresentação única de DOR DE COTOVELO UNPLUGGED no Over Lounge dia 14/02

Tiago Mentor faz única apresentação da performance "Dor de Cotovelo Unplugged", no dia 14/02, sábado, no Bar Over Lounge. A peça é a versão ‘acústica’ de “Dor de Cotovelo e outras coisas mais que eu sinto quando penso em você”, de 2002, uma das peças mais vistas e premiadas do grupo.
A versão compacta, que já foi apresentada em diversos locais (bares, feiras culturais e até na rua), é uma versão mais ágil e mais clean do trabalho original. “Dor de Cotovelo Un-plugged” é um grande poema de amor, escrito, dirigido e representado em primeira pessoa por Tiago Mentor, o “Eu-lírico”, e que reconstitui em toda a sua extensão as alegrias e dores de uma paixão. É uma reflexão, até certo ponto neurótica, sobre a impaciência e o imediatismo. Sobre amar loucamente alguém que conhecemos ontem. Sobre como é possível perder-se na excitação de um amor.
A matéria-prima de “Dor de Cotovelo” é a perda e o constrangimento da paixão, sempre envolvida em dificuldades e decepções. A performance é toda cheia de mal-entendidos e brinca, exatamente, com essa faceta dolorosa, porém patética do amor. Com 15 minutos de duração, “Dor de Cotovelo Un-plugged” discute e questiona o que poderia vir a ser o amor ou mesmo se é possível defini-lo, tamanho o leque de possibilidades.

E dentre tantas possibilidades, o Beco aposta em uma vertente ‘pop e veloz’, discursando sobre um mundo cheio de opções e, ao mesmo tempo, extremamente carente, mas repleto de rock n’ roll e cafonices de uma paixão.