sábado, 30 de abril de 2011

I LOVE YOU FACEBOOK

Assistindo ao fraquinho filme "A Rede Social", que conta a história de como surgiu o facebook, essa ferramenta maravilhosa, que me encanta e me amedronta. Antes de mais nada, eu reafirmo meu amor e vício a essa rede social infinita, minha grande sala de estar onde recebo meus amigos e faço novos.
Tem dias em que eu me relaciono com várias pessoas. É uma curtida aqui, uma compartilhada lá, um comentário ali, tudo via facebook, tudo 'just one click'. Acho tudo isso incrível, essa possibilidade de conexão full time, onde sei o que meu amigo de Miami está fazendo ou o que a fofa da minha vizinha está sentindo. Sinto que estamos próximos, eu escrevo aqui, respondem lá. Mas tem dias em que eu só me relaciono com meu namorido e meu cachorro, as únicas pessoas que encontro para conversar. E olha que eu tenho mais de 3000 amigos no facebook.
Vivemos correndo, sem tempo para nada, nem vemos a cara de nossos vizinhos mais. Só temos tempo para a vida virtual. E como diria Neusa Suely: "Isso é vida?" Não creio. Merecemos coisas melhores, eu mereço, pelo menos. E tentando a todo custo fugir da espiritualidade como assunto, eis que ela me persegue. E nessas horas, apesar da falta de tempo geral, ela é a nossa salvação. Uma oração, cinco minutos de meditação, um agradecimento. Sem paz de espírito, nada adianta fama, dinheiro ou todos os amigos do mundo, não somos ninguém. Gostaria que meus amigos 'curtissem' esse texto e 'compartilhassem' seu conteúdo, como se a vida se resumisse a uma página inicial azul e branca. O silêncio, em si, já é uma prece. Façamos, então, uma prece, pelo próximo, pelo mundo, pelos nossos amigos do facebook e por nós mesmos. Para quem não curte rezar nem a força, vale ser gentil, educado e espirituoso com seu semelhante. A vida tem que ser curtida sim e as experiências compartilhadas, mas olho no olho, esse é o verdadeiro facebook. No que você está pensando agora?

Passado, presente ou futuro?

"... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida..." Pablo Neruda

Se a palavra saudade só existe em português, o Neruda estava falando de outro assunto, mas que se encaixa perfeitamente na dor da saudade. Dizem que o nosso primeiro trauma, o nascimento, já nos deixa com saudades do útero. Depois vêm a saudade da infância, das brincadeiras, dos avós. Aí vem a saudade de amor, e depois de sentí-la, entendesse todas as outras. O passado, salvo em raras exceções, é bonito porque é conhecido e nostálgico, estamos acostumados a ele. Sentir saudades de alguém, de algum lugar ou momento é um dor indescritível, sem pieguices ou sentimentalismo. Nunca pari, mas tatuagem, dor de canal e fratura exposta doem muito, mas a dor intocável é a pior. Saudades dos que partiram, então, é a mais foda, e sempre acaba em lágrimas. Mas sabendo lidar com a dor e entendendo que tudo é um processo na vida, causas e consequências, entendemos e passamos a dar valor ao único tempo que nos pertence: o presente.
E como num conto do Caio Fernando Abreu, que eu amo, ele fala disso, da fragilidade e de como devemos segurar esse presente, como quem segura um bebê ou um cristal, com cuidado. O presente é o presente que nos é dado todos os dias ao acordar, por incrível que pareça, tem gente que não acorda. façamos, então, o máximo com esse tempo presente, tomando-o nas mãos e não guardando nos bolsos, lembre-se, ele pode quebrar. Cada dia é um dia, cada dia é uma lição diferente a ser aprendida e ensinada. Isso é o presente, isso é o que importa.
Quanto ao futuro, não gosto nem de pensar. Às vezes ele nem chega ou chega detonado. Mas ele não pertence a ninguém, nem a Deus. Ele só é um resultado de uma experiência que fazemos no presente, esquecendo o passado. Pensar no futuro é até saudável. Viver para ele, nem tanto. Nem meu pai de santo e nem meu tarô vão conseguir influenciar o meu futuro. Só o que eu faço com esse bebê, o tempo presente, que nasce cada dia quando abrimos os olhos. Viver!

Gonzaguinha canta "O Que É, O Que É?"

ESPIRITISMO X BUDISMO

Sou budista e espírita. Não vejo confusão ou conflito algum, mas gostaria de esclarecer um pouco esse meu sincretismo próprio. Tanto uma religião quanto a outra, não recrimina o convívio com outras. Ambas estão preocupadas com a evolução espiritual, crêem em reencarnação, vidas passadas e nos deixam claro que nossas atitudes geram consequências. Sem obrigações, sem punições e sem deveres, a não ser melhorar como ser humano. Não tento jamais converter ninguém e tenho pavor de quem tem essa pretensão. Do budismo, carrego mais a filosofia e a prática da meditação e auto conhecimento. Já no espiritismo, sou mais praticante, compartilhando experiências e energia, aprendendo o valor do Evangelho e da caridade. Aliás, um dia, eu evoluo, e essa será a minha religião, a religião universal.

"Se eu falar as línguas dos anjos, se tiver o dom da profecia e penetrar todos os mistérios, se tiver toda fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver a caridade, nada sou."
(Paulo, I Coríntios, XIII)

GOD SAVES THE LOVERS!


Ontem foi um dia agitado. Logo pela manhã, casamento real. Imperdível, vai saber quando será o próximo.... Em tempo real, acompanhamos cada lance cronometrado desse conto de fadas moderno enquanto nas redes sociais, facebook e twitter o povo destilava o veneno do recalque. Só um dia assim para revermos tantos amigos, pelo menos virtualmente, nesse terceiro milênio que nos intimida. Mas é o milênio do bem, da Era de Aqúario, dizem. Vejam quantas mudanças, presidentes negros, presidentas mulheres, tiranos caindo do poder, mas veja também quanta catástrofe. Só que ontem o mundo parou para ver Kate & William. Não se falava de mortes, tragédias e até os terroristas pararam para ver a carruagem dourada passar. Uma plebéia, neta de plantadores de batatas, virou princesa e segundo dizem foi o primeiro casamento por AMOR na monarquia britânica., fazendo-nos esquecer o fiasco que foi o casamento anterior de Charles e Diana. Os ingleses vibravam nas ruas e nos pubs, e todos nós, em nossa casas compartilhamos aquela alegria toda. Os pessimistas já começam a falar em jogada de marketing e tentativa de salvação da crise econômica, mas vejo tudo isso como salvação da crise humana. Ontem, na Inglaterra, e em todo mundo, foi o dia em que o amor venceu. God saves the lovers!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entre perdas e pedras

Perdas são como pedras.

Duras, pesadas, mas necessárias.

A perda chega a ser como a alegria quando você se acostuma.

Perdas pesam no bolso e na alma

Perdi tantas coisas.

Perdi chão.

Perdi a fé nas pessoas.

Perdi a fé em mim.

Deus parece uma criatura distante e apavorante.

Perdi minha mãe, amigos verdadeiros e uma cidade.

Mas me lembro o quão é irrisória a minha dor perto da dor de quem perde tudo.

Meu mundo desabou, soterrou e foi levado por uma enxurrada.

Perdi tudo.

Perdi você e a mim.

E assim me acostumando cada vez mais perco a pouca lucidez que ainda me resta.

E deixo pedras pelo caminho para quem sabe encontrar o caminho de volta.

Uma prece

No começo, nada havia.

Dizem que houve uma grande explosão.

Eu nada vi.

Vieram os deuses para tudo controlar.

Deuses protetores, deuses destruidores, desses humanos.

Depois veio só um Deus, infinito como a explosão.

Hoje são milhares criados à Imagem e semelhança.

Aparecem e desaparecem a cada segundo.

Muitos não resistem ao tempo e sucumbem.

Outros amarguram vidas miseráveis.

Alguns conformam-se, outros se embriagam.

Poucos desses deuses carregam ágatas e coragem.

Lutam em meio colapso e caos.

Flexíveis mas resistentes como o junco, não desistem.

Assim é o mundo, esse recomeço pós explosão.

Uma luta constante de opostos, equilibrada por um fio.

Os que se importam e os que nada querem.

Deus dentro de cada um, vai na direção do vento, mas não nos abandona.

E como uma borboleta, que transforma-se e renasce, pousa em meu jardim.

Cuidar dele é ter coragem de resistir e se importar para que pousem as borboletas, abelhas e joaninhas.

Do nada, da explosão, surgiu muita coisa.

E vai continuar surgindo

enquanto houver papel, caneta e poesia.

E lá onde meu Deus canta, ou meus deuses, não importa.

A FÊNIX E AS ANDORINHAS



Geralmente, em situações de recomeço, utilizamos a mitológica figura da fênix, pássaro de fogo que queima para renascer das cinzas. É um símbolo quase que universal do renascimento, um tanto quanto batido, por sinal. Metáfora por metáfora prefiro recorrer às andorinhas, que simbolizam a Primavera e a vida renovada. Regressando no tempo quente e em bandos, andorinhas tem mais meu 'speed'. Não quero queimar como a fênix, nem muito menos parecer ave agourenta. Quero e só posso viver sob a minha ótica, procurando calor, em um mundo que torna-se frio, digitalizado e tantas vezes, irreal. Não dá para ficar inerte esperando os dias passarem, navegar, ou melhor, voar é preciso. De preferência em um balé sincronizado de andorinhas ciganas.

Citando mais uma vez, frases espíritas, falando em metáforas clichês de recomeço não deixo de lembrar de Chico Xavier, já batido: "Embora ninguém posssa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". Voando em direção do norte, em busca do Sol, eu, que ainda nem cheguei na metade do caminho, escolho para mim outro final. Não quero a frieza, mas também não queri queimar e virar cinzas. Quero ser livre como as andorinhas e carregar comigo esse anúncio de uma nova estação.

CONSTANTE EVOLUÇÃO


"Porque nossa glória é esta: o testemunho de nossa consciência". Paulo (II Coríntios, 1: 12)

Prazer, sou Tiago Mentor. Esse não é meu primeiro blog, nem deve ser o último, pela minhas contas, deve ser o quarto ou quinto. Nunca deletei os anteriores, mas acho essa de sumir e atualizar anos depois o fim da picada. Blog é coisa séria. Blog necessita de continuidade. Este é um momento de recomeço e de reaprendizado. Tenho aprendido muito nos últimos dias, muito mais que em anos e resolvi compartilhar esse proceso. Motivado pelo sofrimento, no entanto, entendi o que ele representava e foi ele mesmo quem me deu as forças para escapar. Não tanto quanto eu queria, mas já é alguma coisa. Graças a dor, aos anti depressivos e muito kardecismo eu sou uma pessoa melhor. E quer saber? A sensação é fantástica. Por isso, agora, esse novo blog para dialogar com outras tribos e fugir do lugar comum, e, principalmente, deixar o testemunho da minha consciência. Sem moralismo, sem seguidores, sem amigos compartilhativos de redes sociais esse espaço, por enquanto, é só meu. E agora você cjegou até aqui. E aí? Me acompanha nessa viagem?



Novo Blog

Novo endereço:


Vai lá!

terça-feira, 7 de abril de 2009

MODA OUTONO/INVERNO 2009 Hemisfério Norte


E para a moda outono/inverno 2009 prepare-se para a invasão de peças mais estruturadas (vestidos e casacos) e calças mais largas, assim como na alfaiataria, uma tendência bem forte. O estilo étnico continua em alta, assim como o country chic e o geométrico (Louis Vuitton). Ombros e quadris serão as partes mais valorizadas nessa estação. A Semana de Moda de Paris abusou do pink, do caramelo (Nina Ricci), do marrom e do dourado (Chanel) e trouxe poucas estampas e muita alfaiataria. Já a Semana de Moda de Milão trouxe um show de peles, couros e muita elegância. Golas altas (Prada) e uma atitude super rock n’ roll (Fendi) foram algumas das sensações, como o estilo folk (Gucci) ou o hippie (Cavalli). A tendência do inverno é super 70’s e os ecologistas chiarão, com certeza. Mas com o frio que fez no Hemisfério Norte só mesmo as peles para suportar. O bom é que muitas dessas peles são sintéticas. E o planeta agradece.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

NOSSA VELHA E RECAUCHUTADA LÍNGUA PORTUGUESA

Pode parecer paranoia ou você caiu de paraquedas nessa história, mas a verdade é que o dia a dia da nossa velha língua portuguesa está um pouquinho diferente, para se ter ideia a própria palavra ideia perdeu seu acento. Entrou em vigor no começo do ano o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, e mais do que extinguir tremas, acentos ou hífens, busca unificar a nossa língua mãe. Mesmo que muita gente esteja chiando de ter que memorizar novas regras essas mudanças são fundamentais para esse fortalecimento, já que o português é uma das únicas línguas do mundo com duas ortografias oficiais: a portuguesa e a brasileira. Falado por mais de 200 milhões de lusófonos, o português é, hoje, a sexta língua mais falada do planeta, sendo idioma oficial de oito países espalhados pela Europa, América, África e Ásia.
Sim, o bom e velho português está espalhado pelo mundo e mesmo em tempos de globalização não vai perder regionalismos e sotaques que continuam iguais e fazem à diferença dos falantes da língua de Camões. A língua está ligada a uma série de fatores, mas está diretamente conectada com o nosso pensamento e expressão. É, sem dúvida alguma, a ligação mais íntima com a nossa ancestralidade coletiva e ao mesmo tempo, representa as mudanças e transformações dos novos tempos que cria novos verbetes constantemente. A língua está em movimento desde a Pré-História e vai continuar se transformando em cada lugar, em cada sertão, cada morro, cada deserto por onde passa e diz muito sobre o que somos e o que pensamos. Nossa pátria é nossa língua.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Os 100 anos de Silva

Embora ainda desconhecido do grande público, mas aclamado nos meios artísticos e intelectuais, José Antônio da Silva, ou o simplesmente o ‘Silva’, deixou sua marca na História da Arte e completa seu primeiro centenário, em 12 de março de 2009. Nascido em Sales de Oliveira veio para Rio Preto muito jovem e tornou-se o pintor naïf mais importante do Brasil, com obras espalhadas pelo país e pelo mundo. Silva era autodidata, trabalhou na roça, foi faxineiro e mesmo apenas semialfabetizado chegou a escrever vários livros. O estilo que Silva soube incorporar como nem um outro brasileiro era o primitivismo, ou na versão internacional, naïf, um gênero bem peculiar, onde os artistas, com pouquíssimo conhecimento técnico e certa ingenuidade artística puderam se expressar. A palavra naïf em francês significa ingênuo ou simples, mas nem por isso as obras desses artistas teriam um valor artístico menor. Henri Rousseau (1844-1910) foi um dos primeiros gênios desse movimento de total negação do academicismo tão em voga no final do século XIX quando explodiram os movimentos de vanguarda em toda Europa.
Hoje, as obras do genial Silva (sim, ele fazia questão de ser chamado de gênio) podem ser encontradas em três espaços: no Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva, que fica no terceiro andar da Biblioteca Municipal e guarda mais de 60 telas (algumas das mais famosas) e mais objetos históricos e uma exposição permanente sobre o pintor. O Museu de Arte Naïf além de um acervo de pintores primitivistas da cidade guarda nas paredes 15 painéis originais de Silva, recentemente restaurados. Por fim, o lado místico e religioso pode ser encontrado nas 18 telas que compõem a Via Sacra pintada pelo artista na Igreja da Redentora. Um verdadeiro tesouro escondido bem debaixo de nossos olhos pronto para ser decifrado. É tempo de Silva.

segunda-feira, 9 de março de 2009

De repente 30? Parte 1


Tinha uma fase da minha vida em que viver a noite, como dizíamos, era a coisa mais importante. Era algo para fazer de segunda a segunda, não importava o quê. A Vida era uma eterna festa e o que realmente importava era aproveitar, a noite, os amigos, enfim, toda a balada. Uma vida sem grandes preocupações, embora o que vestir sempre foi um grande preocupação ou aonde ir era o básico para uma noite inesquecível. Uma vida festiva, etílica e colorida. Mas derepente você passa a se sentir diferente. Primeiros são os amigos que vão mudando, depois as responsabilidades da vida vão chegando e quando você vê, percebe que deixou aquela fase toda alegre par trás. É duro ter que encarar a vida adulta em um primeiro momento, tanto que muitos atrasam o relógio biológico e tornam-se ridículos fantasiados de adolescentes tardios. Não que eu acho que devemos endurescer, mas precisamos aceitar as verdades da vida, sem medo. Abandonar a vida não significa, no entanto, se tornar outra pessoa. É a questão do amadurecimento. Não temos como fugir dele e quanto mais fugimos, mais sofremos no futuro. Afinal, tudo muda no mundo o tempo todo até nossas cabeças. Será? E aquela criança que fomos um dia, vive ainda em algum lugar? Será? (tem continuação)

quarta-feira, 4 de março de 2009

De volta das Férias


Dizem, que para o brasileiro, o ano só começa depois do Carnaval. Nunca acreditei nessa verdade, embora cada vez eu esteja tendo certeza que isso é real. Para mim o ano começava no Reveillón, com todos os rituais a que tinha direito, uvas, cueca branca, sete ondas... Depois de um ano atípico como o ano passado sabático em que passei os primeiros quatro meses do ano na Europa comecei a perceber qual era a real. Porque lá fora, sem tantos feriados e muito menos sem carnaval pude perceber as enormes diferenças entre nossa cultura brasileira miscigenada e a cultura européia. Não que não gostemos de trabalhar e tal, mas é que temos um dom nato para festejar. Festas e feriados são conosco mesmo, não há dúvida. Só para se ter uma ideia, na Holanda, onde morei, existem apenas 4 feriados (quatro!) e a própria Semana Santa é meio confusa para nós. Eles na verdade não trabalham na segunda, depois da Páscoa. Vai entender? Sem qualquer resquício de carnavla ano passado meu ano engatou bem rápido. Ao voltar ao Brasil emendei dois empregos como coordenador de produção, um no maior festival de teatro do Estado e outro em campanha para prefeito. Foram 6 meses de trabalho intenso, stress e muita coisa legal que aconteceu. Depois disso tudo merecia umas férias. Com a crise mundial rondando solta eu decidi relaxar. Foram 4 meses de férias. Mas não pense você que férias para mim significa não fazer nada. Embarcquei no mais gostoso ócio criativo e nesse período pude fazer várias coisas que tinha deixado para trás, reativei esse blog, entreguei-me a todos os tipos de fofoca e assuntos gerais, dirigi uns filminhos e escrevi uma peça. Acha pouco? Pois saiba que eu me diverti bastante. E quando estava começando a bater a depressão de não fazer nada eu voltei para ativa. Devagar, para não estressar demais e já pensando nas próximas férias. Trabalhar é bom sim, mas poder fazer o que der na telha é melhor ainda. Mas isso é coisa de adolescente, faixa etária que eu deixei faz tempo. É hora de correr atrás. Acabou o carnaval, agora é dureza, pelo menos até a Semana Santa. Ai, como amamos os feriados! No entanto, parafraseando o poeta: Agora, trabalhar é preciso!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ser zen...

Ser zen é alguém em busca do vazio.
É deixar os pensamentos viajarem na velocidade do tempo.
É esquecer de tudo.
É acordar de um pesadelo e sentir-se vivo.
Zen é bem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

E DEUS CRIOU A RESSACA!

A primeira sensação é a de querer morrer. A segunda, com a boca seca, é de arrependimento total. A impressão é a de que passou um furacão devastador pelo quarto, derrubando tudo. São restos etílicos misturados com uma culpa colossal, tudo muito exagerado. Um DJ de trance, alucinado, tocando dentro da sua cabeça e o corpo moído por um rolo compressor sem poder fazer nada. É ela mesma. A boa e a velha ressaca, companheira fiel de uma balada pesada. E como não há mortal que não tenha sofrido desse mal, falemos sem pudores: elas são uma verdadeira desgraça.
Tudo roda, ninguém raciona direito, você fala bosta, briga com todo mundo e ainda tem que aturar as pessoas (ou elas a você!). Não há programa mais broxante, pode apostar. Mas, acreditando que existe uma salvação para esse problema, quero dividir minha experiência em minimizar esses efeitos desastrosos. No entanto, quero deixar bem claro que não me considero alcoólatra, sou apenas daqueles que bebem socialmente, juro. Fico meses sem botar uma gota de álcool na boca, mas quando quero beber, bebo bem. Portanto, essas dicas são para o time que bebe socialmente (ou o mais próximo disso). Se você tem problemas reais com alcoolismo procure o AA.

REGRAS BÁSICAS:
Procure consumir bebida de qualidade (Mas quem consegue beber coisa boa nesses open bares da vida?).
Não misture, nem sob tortura, destilados com fermentados.
Não beba de estômago vazio e nem de estômago muito cheio.
Alterne seus drinks com copos d’água.
Não beba na véspera de algo muito importante.
Beba com moderação.

AO CHEGAR EM CASA:
Por mais bêbado que você esteja, antes de deitar, deve-se ingerir um pouco de glicose e beber muita água ou leite. Alguns tomam engov, outros tomam xantinon com neozaldina, tem até quem apele para o natural e amargo boldo. Depois de anos de porres sucessivos, cada um desenvolve sua receita. Eu tenho a minha, mas não sou nem louco de medicar alguém. O difícil, mesmo, é chegar e encontrar os malditos comprimidos depois de ter bebido além da conta. Tem gente que nem chega em casa.

ESCONDA-SE DO MUNDO:
Esqueça de tudo. Leve muita água para o quarto, que deve estar o mais escuro possível. Tire o telefone do gancho e desligue o celular. Ligue o ar-condicionado e suma debaixo do edredom. Fique na cama o dia inteiro, ou pelo menos, até escurecer de novo. Esse dia deve ser conhecido, por você, como o “dia do Silêncio”.

H2O NA VEIA:
Muita água no day after. O álcool nos deixa completamente desidratados. Coca-Cola gelada também é bem-vinda. Palavras como vodka, vinho ou whisky não podem nem ser pronunciadas na sua frente, sob pena de fuzilamento. Falando em água, tome banhos bem demorados. Se tiver banheira, melhor ainda.

ALIMENTAÇÃO:
O estrago já está feito, no entanto, pode-se piorá-lo. Comer, embora, nesse estado, pareça impossível, é necessário. O ideal é uma dieta rica em proteínas e glicose, para repor o que foi perdido ontem e dar um up grad rápido. Evite gordura, afinal, seu fígado já está detonado demais.

AMNÉSIA ALCÓOLICA?
É real ou é desculpa de bêbado? Não se sabe ao certo, mas que alguns detalhes da noite anterior podem ficar confusos, isso pode. Muito álcool é sinal de besteira na certa. Se você tem dúvidas sobre o que você fez ‘alto’, consulte alguém de confiança. E rompa, totalmente, relações com quem tentar te reprimir por ter bebido demais (o problema e a ressaca são seus!).

RESSACA MORAL:
Eu não esqueço, jamais, o que eu fiz bêbado, embora, muitas vezes, eu quis, amargamente, esquecer. A solidão que acompanha uma ressaca é terrível e junto com ela, vem uma série de julgamentos que nós fazemos. Ficar mal, emocionalmente, no dia seguinte de uma balada, é normal, mas péssimo. Se você tiver aprontando todas então, aí vira calamidade pública. Se tiver que se desculpar com alguém faça o mais rápido possível. E perdoe seus amigos que estavam bêbados ontem. Afinal, álcool é foda. Mas o importante é não deixar que a ‘marvada’ pinga atrapalhe sua vida e seus relacionamentos. Não transforme diversão em depressão.

NEM PRECISAVA DIZER, MAS:
Leve consigo, sempre, bala ou chiclete. Ninguém é obrigado a sentir a cheiro da cana.
Se beber, por favor, não dirija. É perigoso e envolve, não só a sua, mas, outras vidas.
Mesmo bêbado, camisinha!

Pena que eu não tenha moral nenhuma para falar desse assunto. Minha última ressaca, a de sábado passado, me dói até hoje. Fico pensando, se com o tempo nos tornamos resistentes ao álcool ou não. Juro que não sei a resposta, mas infelizmente, acho que as ressacas vão piorando com o tempo. Eu, por exemplo, demoro quase o dia todo para me recuperar (às vezes, dois!). E toda vez eu juro que nunca mais, mas tudo se repete e eu nem vejo. Boto meu melhor modelo e saio no meio do furacão outra vez. E parece que não aprendo. Chego em casa destroçado, mas sobrevivo.

QUEM É VOCÊ NA NOITE (texto escrito para In Beat 2006)

“Era uma vez uma pessoa que não era ninguém. Esse alguém tinha um estilo, digamos assim, chamativo de ser, e em pouco tempo, passou chamar a atenção das pessoas. Graças a sua fada-madrinha e a um bocado de sorte, ele tornou-se conhecido e entrou para o rol das figuras da noite. Passou a ser admirado, copiado e invejado. Com suas grandes entradas, tornou-se uma verdadeira atração. Marcou uma época boa de festas e muitas loucurinhas. No entanto, um dia, sua fada desapareceu., e em pouco tempo, de novo, ele não era mais ninguém. Será esquecido em breve, mas quem não será? Não viveu feliz para sempre, mas tenho certeza de que se divertiu muito.”

QUEM É VOCÊ NA NOITE?

Por Tiago Mentor


Pode até parecer uma pergunta fácil, afinal, todos somos alguém, mas, em se tratando da ‘noite’ tudo parece mudar. A noite, e ‘suas criaturas’ assim dizendo, tem seus próprios códigos e é inegavelmente muito mais fascinante que o dia. Ser alguém, na noite, é uma tarefa que requer disposição, ousadia e até uma dose de paciência. Mas para algumas pessoas, vale a pena.
Se existe uma fórmula rápida e certeira para chegar lá eu não conheço. Vivi e vi muita coisa nesses mais de 10 anos de ‘night’ e só posso afirmar que mais rápido que ser alguém, na noite, é só deixar de ser. Tudo passa muito rápido, quase como um filme. Então, se você pretende se candidatar ao título de “Rainha do Baile” e não dispõe de uma boa fada-madrinha, preste atenção nos meus conselhos e aproveite enquanto é tempo. Mas, só para provocar, eu confesso: não há sensação melhor que a de ser hypado na noite. E me perdoem os pobres mortais mas ser celebridade, na noite, é fundamental. Okay, vamos lá:
Tenha amizade com as pessoas certas. Se não amizade, pelo menos, conheça. Cumprimente sempre que possível. E quem são as pessoas certas? Muitas. É só olhar ao seu redor e irá notá-las (elas sempre destacam da maioria). Bajule-as muito. Até porque, elas são as portas de entrada para o mundinho. E não esqueça de ser simpático também com aqueles que estão trabalhando na noite, seja a hostess, o barman ou os seguranças (Jamais dê em cima de um segurança!).
Ao chegar em um lugar, dê uma volta. Paquere bastante. Circule, fale com as pessoas e deixe a festa acontecer. Deixe para sentar e ficar comentando a vida alheia para o fim da noite.
Beleza ajuda muito. Não há quem resista a um rosto perfeito ou um corpo sarado, não é verdade? Mas, como tudo na vida, é sempre preciso mais. Um pouco de inteligência é bem-vinda também. Mas o que importa, nessa hora, é o tal do charme. E charme, cada um tem o seu, não dá para falar muito. Descubra seu ponto forte, tenha um ótimo cabeleireiro e arrase.
Algumas pessoas têm o dom de inventarem modas. Ficam bem de lenço na cabeça. Usam dourado e arrasam. Abusam das estampas. Enfim, arrasam sempre. Mas, para isso, é preciso muita atitude e coragem. De que adianta o look incrível se você não tem carão para sustentá-lo? Se você não entende nada de moda, seja básico.
Estilo é a necessidade mais básica de sobrevivência na noite. Se você ainda não tem, descubra o seu voando. E estilo é aquela história: ou você tem, ou você copia. E para quem gosta de copiar, todo cuidado! Nem tudo que fica bem nos outros pode cair bem em você.
Usar roupas de grife é o máximo, mas colocar a etiqueta da peça acima de tudo é burrice. Afinal, você não é a sua calça da Diesel, é? Não seja louco por marcas, mas seja obcecado por estilo.
Tenha um diferencial, algo em você precisa chamar a atenção das pessoas. Seja o visual, seja seu jeito estranho de dançar ou seja um aspecto da sua personalidade (cleptomania jamais!).
Esteja informado de todos os eventos importantes que vão acontecer, de coquetéis de lançamento a inaugurações de novos lugares. Saiba de todas as festas. Tire muitas fotos. Mostre-se.
Todo mundo bebe. Mas ser conhecida com a nova Heleninha Roitman não é bom para a imagem de ninguém. O mesmo serve para as drogas.
Só tire a camisa na pista se o seu corpo estiver absolutamente fabuloso e você estiver morrendo de calor e derretendo de suor. Mesmo assim, evite.
Namorar as pessoas certas, também, pode ser essencial na sobrevivência noturna, mas é assunto muito longo e delicado. Fica para um próximo texto.
Seja amigo dos fofoqueiros, ou pelo menos, tente. Essa raça é fogo, mas é pro seu próprio bem...
E depois de muitas noitadas seguidas suma um pouco. Tire umas férias da balada e faça outros programas. Invente um ótimo motivo para o seu sumiço (Marrakesh, talvez?!) e arrase na volta triunfal. Isso é ótimo para imagens desgastadas.

Como eu disse anteriormente, não é nada fácil. Mas, para alguém se destacar no grupo é preciso abrir mão de muita coisa: sossego, discrição, opinião. Mas em compensação esse mundinho, feroz, vai se abrir completamente para você e, quem sabe, você não seja a próxima new face badalada do momento? Você aumentará, significantemente, suas amizades, mas será invejado e odiado. Sua lista de inimigos vai crescer a cada dia e você nunca mais terá paz. Ou melhor, até passar a tua onda. Alguns seguram um tempo mais, outros menos. Mas ela, um dia vai passar. E aí, enfim, você vai curtir a noite como nunca. Juro.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Apresentação única de DOR DE COTOVELO UNPLUGGED no Over Lounge dia 14/02














Tiago Mentor faz única apresentação da performance "Dor de Cotovelo Unplugged", no dia 14/02, sábado, no Bar Over Lounge. A peça é a versão ‘acústica’ de “Dor de Cotovelo e outras coisas mais que eu sinto quando penso em você”, de 2002, uma das peças mais vistas e premiadas do grupo.
A versão compacta, que já foi apresentada em diversos locais (bares, feiras culturais e até na rua), é uma versão mais ágil e mais clean do trabalho original. “Dor de Cotovelo Un-plugged” é um grande poema de amor, escrito, dirigido e representado em primeira pessoa por Tiago Mentor, o “Eu-lírico”, e que reconstitui em toda a sua extensão as alegrias e dores de uma paixão. É uma reflexão, até certo ponto neurótica, sobre a impaciência e o imediatismo. Sobre amar loucamente alguém que conhecemos ontem. Sobre como é possível perder-se na excitação de um amor.
A matéria-prima de “Dor de Cotovelo” é a perda e o constrangimento da paixão, sempre envolvida em dificuldades e decepções. A performance é toda cheia de mal-entendidos e brinca, exatamente, com essa faceta dolorosa, porém patética do amor. Com 15 minutos de duração, “Dor de Cotovelo Un-plugged” discute e questiona o que poderia vir a ser o amor ou mesmo se é possível defini-lo, tamanho o leque de possibilidades.




E dentre tantas possibilidades, o Beco aposta em uma vertente ‘pop e veloz’, discursando sobre um mundo cheio de opções e, ao mesmo tempo, extremamente carente, mas repleto de rock n’ roll e cafonices de uma paixão.