terça-feira, 3 de maio de 2011

CONTENTAR-SE?

"Não digo isso como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho".
Paulo (Filipenses, 4:11)

Dizem que nos contentar com a vida, que esse caminho de resignação é o mais correto. Concordo, em termos. Não acho que estamos aqui só para expiar as culpas e sofrer. A vida é muito mais do que só isso. A ideia de contentar-se apenas, ainda, me parece um pouco estranha. Eu quero mais. Quero escrever mais, ter mais seguidores, atingir mais pessoas, ajudar mais, viajar mais... Gosta dos coisas raras e boas da vida e não me recrimino por isso. Não mais. Agora contento-me com o necessário: paz de espírito, saúde, amor e caridade.
Adoro moda, mas não preciso comprar roupa todo mês. Não preciso ter 50 camisas se só posso uma por vez. Antes eu corria atrás da moda, hoje sou aficcionado por qualidade. Compro roupa quando preciso e gosto muito e não mais porque tenho que comprar para estar na moda. Amo gastronomia e quanto mais requintada ela for, melhor. Mas sei que não devo abusar quando tantos passam fome. Procuro doar comida, não desperdiçar e comprar o necessário. Não me privo das minhas vontades, mas não sou escravo dos meus desejos.
Com o passar dos anos aprendi a contentar-me com tudo que a vida tem me dado e agradecido. Todas as dores e sofrimento serviram de lição para meu aprendizado. Toda alegria e felicidade alimentaram a minha alma. Contentar-se é isso, estar contente com cada sopro de vida que lhe é dado. Conformar-se já e mais difícil. Não me conformo com tanta coisa: injustiça, homofobia, criança na rua, miséria, corrupção e mediocridade. Contento-me com o que tenho mas estou inconformado com meus semelhantes. Não creio que a minha raça ainda mate por poder, dinheiro, vingança ou o quer que seja. Isso não é humano.
Contentar-se sim, conformar-se jamais. Minha missão é escrever. Fiquei anos sem praticar. Tenho escrito muito nos últimos dias, tudo que aprendi e compartilho, poluindo ainda mais a Internet com meus pensamentos. Ou purificando, vai saber. Mas sinto que comecei, enfim a fazer a minha parte.

"Faça a sua parte e não se preocupe com os outros. Acredite que Deus também fala com eles, e que estão tão empenhados quanto você em descobrir o sentido desta vida." Paulo Coelho

FARINHA DO MESMO SACO

O mundo árabe vibrou com o atentado do WTC. Os americanos vibram com a morte de Bin Laden. Olho por olho e o mundo vai acabar cego! AFF, Jesus, Alá, tende piedade dessas almas pobres de espírito, farinhas do mesmo saco. Isso é evolução espiritual? Se for, então estou já no Inferno porque não aceito essa desumanidade geral. Vão à merda todos!

MÃOS


Escrevo, porque como Sansão, concentro minhas forças nas mãos. Elas vivem machucadas e cheias de band-aids, mas são mãos bonitas, de quem fez piano anos a fio e jamais podia estralhar os dedos, como uma pessoa comum.
Com as mãos, além de escrever, faço gestos, abençôo e também mando para 'aqueles' lugares. Existem mãos que salvam, e unidas, elas podem muito mais.
Nunca deixei minhas mãos na calçada da Fama, mas com elas, oferto o que tenho d
e melhor.
Pelas minhas mãos deixo minha alma confortar-me. Vamos 'dar as mãos' aos outros mais vezes para que façamos a diferença e transformemos esse mundo em um lugar melhor para se viver. E já que uma mão lava a outra, nada melhor que aplaudir cada texto, cada dia, cada oportunidade. Mãos ao alto, isso não é um assalto é apenas um grito de alerta e mais um gesto de amor e devoção. À escrita e à vida.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

UM MINUTO PELA PAZ


Depois de um casamento real, logo já fomos bombardeados com a suposta notícia da morte do terrorista Osama Bin Laden. A mídia voltou seus olhos para o assunto e agora só se fala isso nos noticiários, programas de futilidades e tal.Não simpatizo com os terroristas, mas não simpatizo nenhum um pouco com a supremacia americana metendo o 'pedelho' em todas as questões. O atentado do WTC foi horrível e não por acaso, e matou muitos inocentes que continuaram padecendo diante da dita ofensiva. Bin Laden era louco ou um monstro? Não me interessa. O que me chocou foi a comemoração americana diante de um assassinato, mesmo que seja de quem mereceu. Vendo a festa me deu uma profunda pena desse povo, tão medroso e tão equivocado. Se bem que toda essa tensão no Oriente Média veio pelos americanos, ávidos por faturar em armas e prestígio.
Bin Laden era um monstro, assim como G.W. Bush continua sendo. Amor com amor se paga e essa festa idiota só vai trazer mais ódio contra essa nação tão civilizada. O mundo inteiro viu essas imagens, e eu, que sou apenas descendente de sírios, fiquei horrorizado e constrangido, como ser humano.
Lembrei-me de Gandhi muito hoje, com sua não violência. Pensei nos presos políticos de Cuba. Pensei na paz. Peço um minuto de silêncio pela paz e que os governantes do mundo tenham consciência do quem pela frente. Enquanto Bin Laden deve estar com suas não sei quantas virgens no seu paraíso, o mundo oriental e ocidental, está de mãos atadas, dependendo de mais violência e da força dos 'donos do mundo'. Oh, Deus, Oh, Alá, iluminai o coração dos homens nesse momento da mais completa falta de valores e sentido. Não permitais que comecemos outra guerra. Rezemos pelo mundo, até porque ele passa por um período de grande transformações saindo da fase das expiações para virar o mundo da regeneração. Quem não merecer estar aqui, vai voltar para um mundo primitivo, dizem os espíritas. 2012 não será o fim do mundo, mas o começo de uma nova era.

A NOVELA DA SACOLA PLÁSTICA


Mal anunciaram o fim das sacolas plásticas nos supermercados, e a grande maioria da população, sempre ela, já entrou em conflito com tal medida. O que para quem se importa com o futuro do planeta parece ser um alívio, para a massa não passa de mais uma atitude punitiva. Na Europa, isso já existe há muito tempo. Leva-se sacolas e carrinhos, sem nenhum problema. Esqueceu a sua? E só comprar uma sacola retornável. Um esquema simples e que funciona, como a multa para quem não recicla seu lixo. Sacolas plásticas demoram anos para se decomporem, e leves, entopem bueiros, causam alagamentos e vão para no mar. Viram verdadeiras ilhas suspensas sobre o mar e acabam por matar a vida marinha, influenciando a nossa própria.

O problema maior é que quem vai sofrer com a falta das sacolas plásticas é sempre a classe mais desfavorecida. Já existem sacolas e sacos feitos de material biodegradável, que se decompõem em 3 meses, mas tem seu preço.
Só que esse é só o c
omeço. Economizar água, energia e reciclar nosso próprio lixo é nossa obrigação e são tão importantes quanto o extermínio dessas malditas sacolas. O planeta não suporta mais, estamos à beira de um verdadeiro colapso, alguém duvida? Só que não adianta abolir essa praga apenas dos mercados. Hoj
e, qualquer cachorro quente, qualquer lanchonete utilizam as sacolas no seu 'take away'. E são pelo menos duas. Uma para comida, outra para a bebida. Essas sacolas reproduzem-se mais do que coelhos, e olha que estamos no Ano do Coelho.

Será que a humanidade precisa de tanta embalagem assim? Precisamos produzir tanto lixo? Todo esse gás carbônico é necessário? Por mais urbanos que sejamos, não podemos esquecer que o futuro da Terra, está, agora, em nossas mãos, que de agora em diante será carregando as ecobags. E para quem ainda não se conformou, não adianta chorar. Melhor escolher entre os modelos lindos que estão no mercado e escolher a sua sacola. Ou as suas.


domingo, 1 de maio de 2011

BREAKING NEWS

OSAMA BIN LADEN IS DEAD.

DE VOLTA ÀS RAÍZES


Retornar à cidade natal, nossa terra, é uma tarefa árdua. Digo isso, porque além de todos os poréns, a temperatura, aqui, arde. Mas na verdade, fora as espécies mais exóticas, a grande maioria das raízes ficam debaixo da terra, uma metáfora nada obscura de sustentação física e nutricional. No entanto, uma vez cortadas essas raízes, as mudas devem ser replantadas em outros espaços para que a experiência, assim, rebrote. Tenho orgulho de minhas raízes, elas são a base de tudo o que sou. Só que eu preciso de outros solos para produzir novas flores, aquelas que não florescem em certos climas e ambientes.
Voltando à essas raízes, muitas vezes ligadas ao passado, nos deparamos com pendências e situações mal resolvidas, coisas que gostaríamos de ter esquecido, como o cheiro da infância, a voz da mãe, o gosto da goiabada feita na hora. Os traumas, porém, não são tão facilmente esquecidos, talvez nunca. E eles estão justamente nas raízes.
Raspei meus cabelos. Para muitas culturas isso é um símbolo de desapego. Para mim, só auto conhecimento e fuga do calor. Depois de anos de 'blondie ambiction'era hora de voltar às raízes, literalmente. A Vogue já tinha anunciado, ano passado, o fim da loirice e a volta da naturalidade, principalmente em cabelos. Fui cortando, tingindo, cortando, retocando, me enganando para falar a verdade. Agora eu sei a cor do meu cabelo. Vejo, que naturalmente, ele começa a mudar de cor. As raízes são escuras na sua maioria, mas fios brancos me lembram que o tempo não pára e o que importa não é fixar ou mudar as raízes de lugar. É preciso oxigená-las e adubá-las com todas as novidades que surgem por aí e com tantas outras que ficaram a serem feitas. As raízes estarão sempre lá enquanto houver vida. E enquanto houver vida, devemos buscar não o lugar comum, mas o lugar que faz nosso coração bater mais forte e faz nossas existências florescerem. É isso que atrai as borboletas, já dizia, sabiamente, o velho Quintana.

ROYAL BLOWJOB FELIZ DIA DO TRABALHO

A dama mandadinha da Estrela aquendou o ojú...


FELIZ DIA DO JOB, QUER DIZER< DO TRABALHO!

ESCRITO À MÃO

Vivo a era digital, desde o momento em que acordo com toques cada vez mais polifônicos, até a hora de dormir em que só desligo o computador quando já estou caindo de sono. Sou tão virtual, mas quando fala da escrita sou arcaico. Gosto de papel e de caneta. Carrego blocos de anotações, tenho cadernetas na cabeceira da cama, espalho resmas de papel pela casa. Gosto de ver o desenho das letras compondo o branco do papel com as linhas que me libertam do lugar comum. Gosto de caneta BIC azul, dessas bem comuns. Mas não me venham com as genéricas, pontas finas ou hidrográficas. Gosto de assistir a tinta descendo pelo tubo, com cada inspiração, que vira uma composição visual de palavras. Tenho várias dessas canetas zeradas guardadas feito um troféu.
A ideia, no meu caso, vem sempre no papel. Quando vou para o teclado sei o que quero e só deixo a imaginação e o corretor ortográficos correrem soltos. Na maioria das vezes, deitado, é que eu consigo aquietar a alma, organizar os pensamentos que escapam e precisam, algumas vezes, de registro. Dá para imaginar que esse texto que você lê agora, saiu de uma folha de papel e ganhou vida graças a uma caneta BIC já falhando? Se me contassem, eu não acreditaria, mas é assim que acontece. Só assim. Transformo o que sinto em frases que raramente fazem sentido. Sou romântico e nostálgico, mas odiaria escrever com tinta e bico de pena. Sou da geração esferográfica e dificilmente alguém vai tirar isso de mim.
Gosto de mandar e receber cartas, algo tão esquecido nos dias de hoje, não é? Podem me chamar de velho, retrógrado ou antigo. Sei que não sou. Atualizo-me diariamente, sei o que rola na música, nas artes e no mundo e aprendo algo novo a cada dia, menos digitação, oh, coisa horrível. Talvez por isso eu escreva à mão, mas não acredito. Escrevo à mão porque esse é meu jeito e não quero mudar. E outra, minha letra é linda, modéstia à parte.

P.S.: Adoraria ter uma pessoa para digitar meus textos, mas as anotações, apesar da letra primorosa, são tão confusas e cheias de setas, rabiscos e atalhos que dificilmente alguém entenderia os caminhos tortuosos dos meus manuscritos. Sobra-me catar os milhos, com o dedo indicador, longe da vista de todos.

Lady Gaga - Born This Way

sábado, 30 de abril de 2011

I LOVE YOU FACEBOOK

Assistindo ao fraquinho filme "A Rede Social", que conta a história de como surgiu o facebook, essa ferramenta maravilhosa, que me encanta e me amedronta. Antes de mais nada, eu reafirmo meu amor e vício a essa rede social infinita, minha grande sala de estar onde recebo meus amigos e faço novos.
Tem dias em que eu me relaciono com várias pessoas. É uma curtida aqui, uma compartilhada lá, um comentário ali, tudo via facebook, tudo 'just one click'. Acho tudo isso incrível, essa possibilidade de conexão full time, onde sei o que meu amigo de Miami está fazendo ou o que a fofa da minha vizinha está sentindo. Sinto que estamos próximos, eu escrevo aqui, respondem lá. Mas tem dias em que eu só me relaciono com meu namorido e meu cachorro, as únicas pessoas que encontro para conversar. E olha que eu tenho mais de 3000 amigos no facebook.
Vivemos correndo, sem tempo para nada, nem vemos a cara de nossos vizinhos mais. Só temos tempo para a vida virtual. E como diria Neusa Suely: "Isso é vida?" Não creio. Merecemos coisas melhores, eu mereço, pelo menos. E tentando a todo custo fugir da espiritualidade como assunto, eis que ela me persegue. E nessas horas, apesar da falta de tempo geral, ela é a nossa salvação. Uma oração, cinco minutos de meditação, um agradecimento. Sem paz de espírito, nada adianta fama, dinheiro ou todos os amigos do mundo, não somos ninguém. Gostaria que meus amigos 'curtissem' esse texto e 'compartilhassem' seu conteúdo, como se a vida se resumisse a uma página inicial azul e branca. O silêncio, em si, já é uma prece. Façamos, então, uma prece, pelo próximo, pelo mundo, pelos nossos amigos do facebook e por nós mesmos. Para quem não curte rezar nem a força, vale ser gentil, educado e espirituoso com seu semelhante. A vida tem que ser curtida sim e as experiências compartilhadas, mas olho no olho, esse é o verdadeiro facebook. No que você está pensando agora?

Passado, presente ou futuro?

"... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida..." Pablo Neruda

Se a palavra saudade só existe em português, o Neruda estava falando de outro assunto, mas que se encaixa perfeitamente na dor da saudade. Dizem que o nosso primeiro trauma, o nascimento, já nos deixa com saudades do útero. Depois vêm a saudade da infância, das brincadeiras, dos avós. Aí vem a saudade de amor, e depois de sentí-la, entendesse todas as outras. O passado, salvo em raras exceções, é bonito porque é conhecido e nostálgico, estamos acostumados a ele. Sentir saudades de alguém, de algum lugar ou momento é um dor indescritível, sem pieguices ou sentimentalismo. Nunca pari, mas tatuagem, dor de canal e fratura exposta doem muito, mas a dor intocável é a pior. Saudades dos que partiram, então, é a mais foda, e sempre acaba em lágrimas. Mas sabendo lidar com a dor e entendendo que tudo é um processo na vida, causas e consequências, entendemos e passamos a dar valor ao único tempo que nos pertence: o presente.
E como num conto do Caio Fernando Abreu, que eu amo, ele fala disso, da fragilidade e de como devemos segurar esse presente, como quem segura um bebê ou um cristal, com cuidado. O presente é o presente que nos é dado todos os dias ao acordar, por incrível que pareça, tem gente que não acorda. façamos, então, o máximo com esse tempo presente, tomando-o nas mãos e não guardando nos bolsos, lembre-se, ele pode quebrar. Cada dia é um dia, cada dia é uma lição diferente a ser aprendida e ensinada. Isso é o presente, isso é o que importa.
Quanto ao futuro, não gosto nem de pensar. Às vezes ele nem chega ou chega detonado. Mas ele não pertence a ninguém, nem a Deus. Ele só é um resultado de uma experiência que fazemos no presente, esquecendo o passado. Pensar no futuro é até saudável. Viver para ele, nem tanto. Nem meu pai de santo e nem meu tarô vão conseguir influenciar o meu futuro. Só o que eu faço com esse bebê, o tempo presente, que nasce cada dia quando abrimos os olhos. Viver!

Gonzaguinha canta "O Que É, O Que É?"

ESPIRITISMO X BUDISMO

Sou budista e espírita. Não vejo confusão ou conflito algum, mas gostaria de esclarecer um pouco esse meu sincretismo próprio. Tanto uma religião quanto a outra, não recrimina o convívio com outras. Ambas estão preocupadas com a evolução espiritual, crêem em reencarnação, vidas passadas e nos deixam claro que nossas atitudes geram consequências. Sem obrigações, sem punições e sem deveres, a não ser melhorar como ser humano. Não tento jamais converter ninguém e tenho pavor de quem tem essa pretensão. Do budismo, carrego mais a filosofia e a prática da meditação e auto conhecimento. Já no espiritismo, sou mais praticante, compartilhando experiências e energia, aprendendo o valor do Evangelho e da caridade. Aliás, um dia, eu evoluo, e essa será a minha religião, a religião universal.

"Se eu falar as línguas dos anjos, se tiver o dom da profecia e penetrar todos os mistérios, se tiver toda fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver a caridade, nada sou."
(Paulo, I Coríntios, XIII)

GOD SAVES THE LOVERS!


Ontem foi um dia agitado. Logo pela manhã, casamento real. Imperdível, vai saber quando será o próximo.... Em tempo real, acompanhamos cada lance cronometrado desse conto de fadas moderno enquanto nas redes sociais, facebook e twitter o povo destilava o veneno do recalque. Só um dia assim para revermos tantos amigos, pelo menos virtualmente, nesse terceiro milênio que nos intimida. Mas é o milênio do bem, da Era de Aqúario, dizem. Vejam quantas mudanças, presidentes negros, presidentas mulheres, tiranos caindo do poder, mas veja também quanta catástrofe. Só que ontem o mundo parou para ver Kate & William. Não se falava de mortes, tragédias e até os terroristas pararam para ver a carruagem dourada passar. Uma plebéia, neta de plantadores de batatas, virou princesa e segundo dizem foi o primeiro casamento por AMOR na monarquia britânica., fazendo-nos esquecer o fiasco que foi o casamento anterior de Charles e Diana. Os ingleses vibravam nas ruas e nos pubs, e todos nós, em nossa casas compartilhamos aquela alegria toda. Os pessimistas já começam a falar em jogada de marketing e tentativa de salvação da crise econômica, mas vejo tudo isso como salvação da crise humana. Ontem, na Inglaterra, e em todo mundo, foi o dia em que o amor venceu. God saves the lovers!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entre perdas e pedras

Perdas são como pedras.

Duras, pesadas, mas necessárias.

A perda chega a ser como a alegria quando você se acostuma.

Perdas pesam no bolso e na alma

Perdi tantas coisas.

Perdi chão.

Perdi a fé nas pessoas.

Perdi a fé em mim.

Deus parece uma criatura distante e apavorante.

Perdi minha mãe, amigos verdadeiros e uma cidade.

Mas me lembro o quão é irrisória a minha dor perto da dor de quem perde tudo.

Meu mundo desabou, soterrou e foi levado por uma enxurrada.

Perdi tudo.

Perdi você e a mim.

E assim me acostumando cada vez mais perco a pouca lucidez que ainda me resta.

E deixo pedras pelo caminho para quem sabe encontrar o caminho de volta.

Uma prece

No começo, nada havia.

Dizem que houve uma grande explosão.

Eu nada vi.

Vieram os deuses para tudo controlar.

Deuses protetores, deuses destruidores, desses humanos.

Depois veio só um Deus, infinito como a explosão.

Hoje são milhares criados à Imagem e semelhança.

Aparecem e desaparecem a cada segundo.

Muitos não resistem ao tempo e sucumbem.

Outros amarguram vidas miseráveis.

Alguns conformam-se, outros se embriagam.

Poucos desses deuses carregam ágatas e coragem.

Lutam em meio colapso e caos.

Flexíveis mas resistentes como o junco, não desistem.

Assim é o mundo, esse recomeço pós explosão.

Uma luta constante de opostos, equilibrada por um fio.

Os que se importam e os que nada querem.

Deus dentro de cada um, vai na direção do vento, mas não nos abandona.

E como uma borboleta, que transforma-se e renasce, pousa em meu jardim.

Cuidar dele é ter coragem de resistir e se importar para que pousem as borboletas, abelhas e joaninhas.

Do nada, da explosão, surgiu muita coisa.

E vai continuar surgindo

enquanto houver papel, caneta e poesia.

E lá onde meu Deus canta, ou meus deuses, não importa.

A FÊNIX E AS ANDORINHAS



Geralmente, em situações de recomeço, utilizamos a mitológica figura da fênix, pássaro de fogo que queima para renascer das cinzas. É um símbolo quase que universal do renascimento, um tanto quanto batido, por sinal. Metáfora por metáfora prefiro recorrer às andorinhas, que simbolizam a Primavera e a vida renovada. Regressando no tempo quente e em bandos, andorinhas tem mais meu 'speed'. Não quero queimar como a fênix, nem muito menos parecer ave agourenta. Quero e só posso viver sob a minha ótica, procurando calor, em um mundo que torna-se frio, digitalizado e tantas vezes, irreal. Não dá para ficar inerte esperando os dias passarem, navegar, ou melhor, voar é preciso. De preferência em um balé sincronizado de andorinhas ciganas.

Citando mais uma vez, frases espíritas, falando em metáforas clichês de recomeço não deixo de lembrar de Chico Xavier, já batido: "Embora ninguém posssa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". Voando em direção do norte, em busca do Sol, eu, que ainda nem cheguei na metade do caminho, escolho para mim outro final. Não quero a frieza, mas também não queri queimar e virar cinzas. Quero ser livre como as andorinhas e carregar comigo esse anúncio de uma nova estação.

CONSTANTE EVOLUÇÃO


"Porque nossa glória é esta: o testemunho de nossa consciência". Paulo (II Coríntios, 1: 12)

Prazer, sou Tiago Mentor. Esse não é meu primeiro blog, nem deve ser o último, pela minhas contas, deve ser o quarto ou quinto. Nunca deletei os anteriores, mas acho essa de sumir e atualizar anos depois o fim da picada. Blog é coisa séria. Blog necessita de continuidade. Este é um momento de recomeço e de reaprendizado. Tenho aprendido muito nos últimos dias, muito mais que em anos e resolvi compartilhar esse proceso. Motivado pelo sofrimento, no entanto, entendi o que ele representava e foi ele mesmo quem me deu as forças para escapar. Não tanto quanto eu queria, mas já é alguma coisa. Graças a dor, aos anti depressivos e muito kardecismo eu sou uma pessoa melhor. E quer saber? A sensação é fantástica. Por isso, agora, esse novo blog para dialogar com outras tribos e fugir do lugar comum, e, principalmente, deixar o testemunho da minha consciência. Sem moralismo, sem seguidores, sem amigos compartilhativos de redes sociais esse espaço, por enquanto, é só meu. E agora você cjegou até aqui. E aí? Me acompanha nessa viagem?



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